(via viversentiramar)
Oi, meu anjo,
Aqui estou mais uma vez, mas dessa vez só pra dizer-te o quanto te amo. Bem… Eu queria conseguir manter-me nestas simples palavras mas não consigo. Já não sei mais o que faço, todos os segundos e minutos dos meus dias pensando em ti. Já havia um tempo que vinha se mantendo calada, quem pra se manter intacta, sem precisar arriscar-se em palavras jogadas a ti mesma, para depois não entrar na indagação de se machucar com as palavras lançadas contra ti mesma, não é mesmo?
Agora deixa-me desembrulhar em palavras. Não tenhas medo de se abrir, não comigo, por favor, tuas palavras são tão lindas, ando sentindo falta delas (…) teu silêncio chega a me doer, prefiro me machucar ouvindo cada verdadeira que sai de tua boca, a ter que me satisfazer com teu silêncio, que tanto machuca, e não sabes o quanto. Não sei muito bem o que o tempo nos fez, já deram tantos nomes ao tempo, já chamaram-no até mesmo de cicatrizante, mas em nosso caso ele se tornou uma espécie de barreira, barreira essa que nos fazendo ainda mais fracos um com o outro.. Acontece que essa “barreira” está entra uma rua chamada “nós” onde dum lado tem o eu no outro o você; nos impedindo de chegarmos a nós mesmos (…) muita coisa veio se desmanchando, quem sabe até mesmo o amor, eu tento manter-me em estado de hibernação dizendo a mim mesmo que tudo isso não passa de um sonho, mas eu meio que “acordo” e me deparo com essa coisa chamada Realidade.
A… como dói ver que de fato o amor enfraqueceu, mas me pergunto: “Por quê isso? Como chegamos a nos tornar nisso?” Já fomos tão completos, mesmo com as desavenças conseguíamos nos encaixar perfeitamente, mas o tempo, olha só o tempo aí de novo entrando no processo, nos chacoalhou e já não conseguimos encontrar as peças que antes nos encaixavam, faltam peças, ou talvez elas estejam espalhadas por aí… esperando que as encontremos, vai ser difícil, eu sei, pois podem estar longe, ou fora de alcance, mas promete me ajudar a encontrá-las novamente, nos deixar encaixar outra vez? (…) Era tão lindo quando cada peça estava em seu devido lugar, não era? Formava um sorriso tão lindo em nossos rostos, sorrisos estes que hoje se jogaram em um poço escuro que já não se acham mais. Todos os sorrisos agora foram substituídos por dores, medos, lágrimas e orgulho.
— Por que deixamos isso acontecer? Não tinha outra forma disso terminar?
Me pergunto todos os dias se tudo realmente acabou, ou se realmente queremos que acabe, mas como você um dia disse; é como se estivéssemos tomando um “cuidado estranho”, agora um cuidado com as palavras que antes não havia, cuidado com os gestos, com medo de que qualquer movimento em falso possa derrubar tudo de uma vez e tornar-se desabamento em nós.
— Meu anjo… Volta pra mim, já não aguento viver sem ti.
Lembranças de nós dois… Todos os dias vêm me visitar, ás vezes tenho medo dessas lembranças me atormentarem, esfregando em minha face que foi tudo culpa minha, mas também me faz bem, pois foi tudo tão bom… tudo tão lindo (…) Lembras de todas as noites antes de dormir quando precisávamos um ouvir a voz do outro para poder uma boa noite? Eu ligava, diz que havia ligado apenas para te dar um “oi”, um “boa noite”, e dizer que te amava, lembras? Mas nunca conseguia, passávamos horas conversando, assuntos bobos, em muitas das vezes causando ciúmes um para com o outro, mas no fim sempre prevalecia o amor, lembra, anjo? De quando eu percebia que estavas prestes a dormir e tua voz já pesava-se sobre as palavras pausadas e sonolentas não me deixavam mentir; mas ainda assim teimava dizendo que não tinha sono, passando essa responsabilidade de “estar com sono” pra mim, mas eu sempre arrumava uma forma de levarmo-nos ao fim da conversa com os dois de acordo, (…) pedia então para que se deitasse, se cobrisse, fechasse os olhos e me deixasse cantar aos teus ouvidos, canções que hoje se tornaram trilha sonora de um amor antigo, mas, pra mim, ainda não houveram, até hoje, momentos mais belos e mágicos que os tais, nunca ninguém conseguiu ter sobre mim o feito tu tiveste um dia, isso eu posso garantir a ti.
— Meu anjo… Se cuida, sim, pois te quero bem, mas saibas que tenho saudades e te quero de volta, nem que seja ao menos um pouquinho.
José de Alencar, Lucíola (via depois-de-abril)
(Source: trebienn, via cruelreality)
Igor Pereira (via b-ewareofyou)
(Source: vivervivendo, via cruelreality)
”Eu também fico triste. Não sou de ferro. As vezes choro a noite e no outro dia acordo com um sorriso no rosto. E tenho aquela mania clichê de sorrir fora de hora, mesmo não querendo. Sorrir amarelo só pra mostrar o quanto sou forte. Também tenho vontade de sumir, ir pra bem longe. Pensa que só você sente isso amigo? Infelizmente, eu também sinto o mesmo. Tenho vontade de mandar todos sumirem da minha vida e não voltarem tão cedo, mas o fato é se eu disser tudo o que está entalado na garganta, tudo o que doí dentro do peito, vou me arrepender amargamente depois.Tenho vontade de cortar laços, desfazer amizades e me afastar, mas sei que vou sentir saudades mais cedo ou mais tarde. E também tenho aquela imensa vontade de congelar o tempo, só pra não me entristecer mais ou chorar, mas não da. Tempo é uma coisa que a gente não pode controlar, mandar ou parar, somente viver ou se preferir - sobreviver. Eu também tenho vontade de desistir, jogar tudo pro alto como se não se existisse futuro, mas no outro dia acordo cedo, faço as mesma coisas, converso com as mesmas pessoas e choro pelas mesmas tristezas e no final do dia me canso novamente.” — Kássia Ferreira (poetas-suicidas)
(via simplessinestesia)
Clarissa Corrêa (via naodessavez)
(Source: clarissacorrea, via beelmendes)
Caio F. Abreu (via prisioneiro-da-morte)
(Source: entradapararaaros, via mycrazyego)
“Aprenda que: tem dias que estou hiper sensível e tem dias que estou bandida. Portanto quando eu estiver sensível, cuide de mim. E quando estiver pra bandida, cuide muito bem de você!” Tati Bernardi
Caio Fernando de Abreu (via messages4u)
(via messages4u)
(via literalmente-tua)